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O Dia Nacional do Engenheiro reuniu este ano em Braga cerca de 450 participantes para as cerimónias de comemoração da criação da Ordem dos Engenheiros (OE), em novembro de 1936.

O encontro foi integrado pela Assembleia Magna, pelas cerimónias de homenagem aos engenheiros portugueses e por um módulo inovação, conduzido pelo Reitor da Universidade do Minho.

Durante a Sessão Solene, o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente recentemente empossado, Eng. José Mendes, manifestou o seu conforto por se encontrar entre os seus colegas de profissão. O governante reconheceu os desafios que o País tem pela frente, "desafios para os quais se conta com a Engenharia”, manifestando a sua certeza de que "os engenheiros não vão faltar à chamada”.

Chamada para a qual o Bastonário Carlos Matias Ramos manifestou a disponibilidade da Ordem, da Engenharia e das elevadas competências dos seus profissionais. O responsável aprofundou o tema, tendo referido que "cerca de 2/3 do valor alocado a Portugal corresponde ou incorpora a Engenharia e a Tecnologia”, reforçando a importância destas áreas para o desenvolvimento do País.

Numa intervenção onde apelou a uma maior integração e relevância de competências técnicas na tomada de decisões políticas, Carlos Matias Ramos criticou a falta de envolvimento da Engenharia nas decisões económicas do País. "O Estado só é verdadeiramente independente e forte se contar com organismos técnicos competentes e nos quais possa depositar a sua confiança”, declarou. "Os novos desafios deste novo Programa Quadro [Portugal 2020] impõem uma estratégia coletiva, consensual e mobilizadora da capacidade instalada do País, com apostas no conhecimento, no desenvolvimento equilibrado do território e na modernização das empresas, numa lógica mobilizadora da convergência operacional entre os diversos atores (…)”, alertou ainda o representante da classe profissional, a qual poderá ter um papel essencial na definição de estratégias e de prioridades para o investimento e desenvolvimento da economia portuguesa.

Os Engenheiros Belmiro de Azevedo e António Reis foram ainda condecorados com a medalha de ouro da OE, a mais elevada distinção atribuída pela Ordem e que, segundo o Bastonário da OE, se insere "na defesa de uma memória de personalidades de excelência que muito prestigiam a Engenharia portuguesa.” Em troca, as duas personalidades partilharam com a assembleia alguns dos momentos mais marcantes da sua experiência profissional, assim como a sua visão sobre a atualidade da Engenharia e fatores que podem condicionar o sucesso da profissão.

O encerramento da Sessão Solene esteve a cargo do Professor António Cunha, Reitor da Universidade do Minho, que apresentou dois casos de inovação e da Engenharia ao serviço da comunidade: a empresa nascida na instituição, a iSurgical 3D, e o investimento da multinacional alemã Bosch na cidade. Carlos Ribas, representante da Bosch Portugal, apresentou o plano da empresa no País no período de 2015 a 2018, de onde se salienta o reforço no recrutamento, com a incorporação de mais 267 engenheiros, no investimento na ordem dos 56,7 milhões de euros e na produção – com um objetivo de registo de mais 22 patentes.